Crime Racial
Caso de injúria e lesão corporal é registrado em escola estadual de Trabiju
Autor teria simulado um chicote e provocado queimadura no braço de uma estudante por motivação racial; polícia de BES investiga

RESUMOver em 37 segundos
Um adolescente foi denunciado por agredir uma aluna na Escola Estadual "Alfredo Evangelista Nogueira", em Trabiju, na última quinta-feira (8).
Segundo o boletim de ocorrência, ele usou um objeto semelhante a um chicote e depois queimou o braço da vítima com um objeto metálico aquecido por isqueiro.
A lesão provocada foi classificada como de "pequenas proporções".
O adolescente teria justificado a agressão afirmando que agiu "em razão de a vítima ser negra".
O caso foi registrado nesta sexta-feira (9) na delegacia de Boa Esperança do Sul e enquadrado como lesão corporal e injúria racial, com base na Lei nº 7.716/1989.
A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo foi procurada pelo Araraquara Agora e não respondeu até a publicação da matéria.
Um adolescente foi denunciado na Polícia Civil acusado de ter agredido uma aluna e provocar uma queimadura no braço dela na Escola Estadual “Alfredo Evangelista Nogueira”, em Trabiju, na última quinta-feira (8).

Conforme informações do boletim de ocorrência, o adolescente teria utilizado o objeto semelhante a um chicote para agredir a estudante. Em seguida, teria aquecido um objeto metálico com o auxílio de um isqueiro e provocado uma queimadura no braço da vítima, que resultou em uma lesão de “pequenas proporções”.
Ainda de acordo com o registro, ao ser questionado sobre a conduta, o adolescente teria afirmado que agiu daquela maneira “em razão de a vítima ser negra”.
A ocorrência foi registrada nesta sexta-feira (9), na delegacia de Boa Esperança do Sul. O caso foi enquadrado como lesão corporal e crime de injúria previsto na Lei nº 7.716/1989, que trata de crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.
O portal Araraquara Agora procurou a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, responsável pela unidade de ensino. Por meio de nota, a Unidade Regional de Ensino (URE) de Araraquara informou que repudia qualquer forma de violência física e discriminatória, incluindo racial, dentro ou fora do ambiente escolar.
Segundo o posicionamento, "assim que tomou conhecimento do caso, a gestão escolar acolheu a estudante com escuta ativa para apuração dos fatos. O aluno apontado como agressor foi identificado e afastado temporariamente. Os responsáveis pelos estudantes foram convocados para ciência dos fatos, orientação quanto à importância de um ambiente escolar seguro e respeitoso e conhecimento das medidas disciplinares adotadas pela equipe gestora".
A Secretaria de Educação do Estado de São Paulo ainda informou que um boletim de ocorrência foi registrado e o caso é acompanhado pelo ao Programa para Melhoria da Convivência e Proteção Escolar (Conviva-SP). "Os alunos são atendidos por um psicólogo do Programa Psicólogo nas Escolas. As ações preventivas voltadas à promoção de um ambiente escolar seguro, acolhedor e propício à aprendizagem serão intensificadas na unidade", reforçou.
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