Caso Fabinho Cross
Bombeiro civil acusado de participar da morte de empresário será julgado nesta terça em Araraquara
Agnaldo Francisco Rodrigues vai ser o primeiro dos cinco réus a enfrentar o Tribunal do Júri; crime ocorreu em setembro de 2024 na casa noturna Almanaque no Centro da cidade

O Tribunal do Júri de Araraquara realiza nesta terça-feira (3), ás 10h da manhã o julgamento do bombeiro civil Agnaldo Francisco Rodrigues, de 51 anos, acusado de envolvimento na morte do empresário Fábio Luis Alves Gaspar, de 41, conhecido como Fabinho Cross. Ele será o primeiro dos cinco réus denunciados pelo Ministério Público a ser julgado pelo júri popular.

Durante a sessão, estão previstos os depoimentos de cinco testemunhas de defesa e três de acusação, além dos policiais militares que atenderam a ocorrência e do delegado responsável pelo inquérito. A advogada Josimara Veiga Ruiz, que representa a família da vítima, atuará como assistente de acusação, auxiliando o promotor de Justiça.
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Em entrevista ela afirmou que o julgamento,, representa mais um avanço na busca por responsabilização criminal.
“Passo a passo vamos caminhando para dar a resposta devida aos cruéis atos que tiraram a vida desse jovem homem, filho, pai e marido amado, bom amigo, trabalhador. A família aguarda por justiça”, declarou.
A defesa de Agnaldo, será conduzida pelo advogado Bruno Rodrigues e o réu estará presente no plenário. Ainda não foi confirmada a presença dos outros acusados, mas é certa a participação dos advogados deles.
Além do bombeiro civil, respondem ao processo o gerente da casa noturna André Corrêa Macieira, conhecido como Deko, os seguranças Danilo Henrique Rocha Valarani, Adryan Antony Rodrigues Vidal e o cliente Eduardo Carrascosa Franco Machado. Os quatro, ainda não têm data definida para julgamento e aguardam o andamento de recursos apresentados pelas defesas.
Por decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça), todos os acusados respondem ao processo em liberdade, condição que permanece válida até o momento. A marcação do júri é considerada um passo importante no andamento do caso, que mobilizou familiares, amigos e grande parte da sociedade araraquarense e do Brasil devido a repercussão nacional que tomou.
Fabinho Cross morreu na madrugada de 1º de setembro de 2024, após uma confusão na casa noturna Almanaque que nunca mais abriu as portas, no Centro de Araraquara. De acordo com a investigação da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) , o empresário foi retirado da pista de dança após quebrar uma garrafa de whisky, contido por seguranças, levado a uma área reservada e imobilizado com um golpe conhecido como mata-leão.
O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou asfixia mecânica, por estrangulamento como causa da morte. O processo corre sob segredo de justiça, o que impede a divulgação de detalhes sobre provas, depoimentos e imagens.
A expectativa é que o julgamento desta terça-feira marque o início de uma série de júris, que devem definir o desfecho de um dos casos criminais mais emblemáticos da história recente de Araraquara.
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