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Riscos psicossociais

Estresse, assédio moral e riscos psicossociais: nova regra exige mudanças nas empresas

Advogada trabalhista explica como a inclusão dos riscos psicossociais no PGR impacta empregadores e trabalhadores

Rian Fernandes|· 2 min de leitura
Estresse, assédio moral e riscos psicossociais: nova regra exige mudanças nas empresas
empresas precisam se preparar para a inclusão dos riscos psicossociais no PGR até 2025 Foto Ilustrativa: Marcelo Camargo por Agência Brasil



A partir de maio de 2025, uma nova atualização na Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) trará mudanças significativas para as empresas brasileiras. A regra exigirá que as organizações incluam os riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), com foco na saúde mental e no bem-estar dos trabalhadores. O objetivo é que empregadores se tornem mais responsáveis na identificação e mitigação de fatores que afetam o equilíbrio emocional no ambiente de trabalho, como estresse, assédio moral e conflitos interpessoais.

 

 

Entenda o impacto da nova norma para empresas e trabalhadores

 

 

A advogada trabalhista Giovanna de Paula, especialista em Direito do Trabalho, destaca a importância da abordagem interdisciplinar para lidar com os riscos psicossociais. Segundo ela, esses riscos envolvem aspectos como o estresse e as dinâmicas de relacionamento entre os colaboradores.

 

“Os riscos psicossociais envolvem aspectos subjetivos, como estresse e relações interpessoais. Por isso, é essencial que as empresas integrem profissionais de saúde ocupacional, psicólogos e gestores na formulação de um PGR eficaz, diz.

 

 

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Consequências da negligência e boas práticas para adequação

 

 

Giovanna alerta que, se não atenderem à nova regulamentação, as empresas podem enfrentar penalidades administrativas e outras consequências negativas, como queda na produtividade, aumento da rotatividade e afastamentos relacionados à saúde mental.

 

Veja medidas práticas que as empresas podem adotar para atender à nova exigência, segundo a especialista:

  • Realizar mapeamentos regulares para identificar riscos psicossociais;
  • Promover campanhas de conscientização sobre a importância da saúde mental no trabalho;
  • Criar canais de comunicação seguros para que os colaboradores possam expressar suas preocupações;
  • Capacitar líderes para lidar de forma sensível com questões emocionais;
  • Incentivar um equilíbrio saudável entre vida pessoal e profissional;
  • Monitorar constantemente o PGR para fazer ajustes sempre que necessário;
  • Humanização no ambiente corporativo.

 

Para Giovanna de Paula, incluir os riscos psicossociais no PGR não é apenas uma obrigação legal, mas uma chance de transformar o ambiente corporativo. "Além de promover um espaço de trabalho mais saudável, isso pode gerar melhores resultados para as empresas, com maior satisfação e produtividade dos colaboradores", afirma.





 


 

 

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